Corinthians campeão mundial de 2012 – O dia em que o bando de loucos dominou o mundo

No penúltimo capítulo da nossa série dos campeões mundiais, vamos relembrar o Corinthians de 2012

*Por Victor Grebinski

O dia 16/12/12 está marcado na história do futebol e principalmente no coração de todo corintiano, a vitória no Estádio Internacional de Yokohama consagrou definitivamente uma geração que marcou o seu nome na história do alvinegro de Parque São Jorge, mas antes disso o Corinthians teve um longo caminho a percorrer…

A conquista que possibilitou tudo isso:

Depois de várias frustrações finalmente! Corinthians levanta a Taça Libertadores

Em 2012, o Corinthians finalmente conquistou a tão sonhada Libertadores, a libertação de todas as piadas foi de forma invicta, com solidez defensiva (contando com uma estrela que surgiu apenas no mata-mata, o goleiro Cássio), competência e estrela de alguns atacantes (Emerson Sheik e seus gols na final que o digam) além de uma pitada de sorte e poder de decisão, o alvinegro vencia o poderoso Boca Juniors na final e ganhava a passagem com destino ao país do sol nascente.

O adversário da semifinal

  Três dias antes da data da semifinal (12/12), a equipe brasileira conhecera seu adversário, o grande Al-Ahly, um dos maiores times do mundo no quesito títulos internacionais e com certeza o maior time do continente africano, os egípcios, que tinham como principais destaques jogadores como Aboutrika, Moteab e Gedo, muito reconhecidos no time e na seleção nacional, bateram os japoneses do Sanfrecce Hiroshima.

O bom time do Al-Ahly, campeão africano de 2012 e adversário na semi final

A complicada semifinal

Corinthians em campo no Mundial

Trinta e um mil corintianos invadiram o Toyota Stadium para ver o representante sul-americano debutar na competição, o time era esse da foto (da direita para a esquerda, em cima : Alessandro, Paulo André, Guerrero, Chicão, Ralf e Cássio; em baixo: Jorge Henrique, Emerson Sheik, Paulinho, Fabio Santos e Danilo).

  O time brasileiro sofreu, falhou algumas vezes defensivamente e contou com a sorte e com a deficiência técnica do adversário, e novamente contou com o surgimento de estrelas que tiveram papel fundamental na conquista: Cássio, muito seguro em suas defesas e o Peruano Paolo Guerrero, que chegou ao time pós libertadores e marcou o gol da vitória corintiana na semifinal, de cabeça, aos 29 minutos do primeiro tempo, o gol do acesso a tão sonhada final.

O temido adversário da final

O surprendeente Chelsea, também campeão inédito da sua competição continental

Surpreendente, assim podemos definir o campeão europeu nessa temporada, assim como na América do Sul, também tivemos um campeão inédito na Europa, o Chelsea, que surge para se afirmar no cenário internacional neste século após um grande investimento do russo Roman Abramovich quebrou a banca eliminando o super Barcelona e vencendo os alemães do Bayern na final realizada em Munique.

  O time com jogadores marcantes, como o meia Frank Lampard, o goleiro tcheco Petr Cech, o super atacante marfinense Didier Drogba e outros grandes nomes como John Terry, Ashley Cole, Fernando Torres e o brasileiro Ramires além de vários não citados, tinha certa igualdade com o estilo de jogo do Corinthians nas partidas decisivas, contava com a solidez defensiva e jogadores com poder decisão.

  No mundial, o time já contava com um treinador diferente do que foi campeão da UEFA, o inexperiente Roberto Di Matteo deu lugar ao conhecidíssimo Rafa Benítez, além disso, a grande estrela do time, Drogba, estava lesionado e ficou de fora da competição.

  Passou com certa facilidade pelo representante da CONCACAF na semifinal, o Monterrey.

A Final

  Yokohama, 16 de dezembro de 2012, a manhã brasileira e noite japonesa daquele domingo mexeu com muitos corações, Corinthians e Chelsea por fim, entraram em campo, a invasão corintiana estava maior que na semifinal, o estádio com mais de 68.000 mil lugares estava cheio, em sua grande maioria de corintianos, apita Cuneyt Cakir, a bola rola e a tensão começa.

  O jogo ficou marcado por um confronto individual em especial: O goleiro Cássio contra o atacante espanhol Torres, “el niño” já tinha uma carreira sólida, destacada, sendo um verdadeiro craque, mas naquela noite em especial ele e todos os outros jogadores do time inglês pararam na muralha de 1,96m.

 O primeiro tempo ficou marcado por chances claras do Chelsea, como a finalização do nigeriano Victor Moses e a defesa espetacular de Cássio, narrada por Galvão Bueno: “O Cássio faz milaaagre”, enquanto o Corinthians ficou apenas limitado a algumas escapadas sem grandes perigos ao Chelsea.

  O segundo tempo contínua na mesma pegada, Cássio segurando na defesa e o Corinthians chegando mais, o que ficou claro na finalização de Paulinho, a mais perigosa do time até aquele momento, bom, até aquele momento…

  23 minutos do Segundo Tempo, Alessandro domina a bola na lateral, volta para Chicão, que faz um passe para Paulinho, o volante ajeita de letra para a cabeçada de J.Henrique, devolvendo a bola para Paulinho, e bem, novamente na voz do grande Galvão Bueno: “Olha a chance, olha a chance, olha a chance agora, Danilo limpou, pé direito bateu, o toque de cabeça, olha o gol, olha o gol…” o peruano Paolo Guerrero marcava de vez seu nome na história, na nossa história.

Com essa cabeçada de Guerreiro, o mundo ficava preto e branco

  O Chelsea ainda teve algumas boas chances, principalmente com Torres, mas nada adiantava, a noite e a festa foram corintianas, e o apito final deu início a uma das maiores festas vistas no Japão

Para o Chelsea sobrou apenas a frustração

Cássio, de forma justa, foi eleito o melhor da competição, Guerrero ficou na terceira colocação e os comandados de Tite, nosso querido professor, marcaram seu nome na história do Corinthians, o time que foi ao outro lado do mundo e voltou com o Bicampeonato, pela segunda vez, o mundo enlouqueceu.

Publicado por Pedro Henrique

Meu nome é Pedro Henrique, também conhecido como grunge, vamos falar sobre muitos esportes aqui na pagína. Fiquem ligados!

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