Rinus Michels e a ascenção holandesa

Como um treinador mudou todo o patamar de uma nação no futebol

Ontem, dia 09/02 se tivesse vivo Marinus Jacobus Hendricus “Rinus” Michels faria 92 anos de idade. O mítico treinador holandês, que foi eleito o melhor do século XX em 2007 pela Fifa. Mas como era o futebol holandês antes do “General” assumir? Vamos dar uma olhada.

A Holanda Pré Rinus: Fraca e quase amadora

O futebol chegou cedo aos Países Baixos. Graças a proximidade com o Reino Unido, em 1900 a Oranje surgiu, mas apenas em 1905 fez o seu primeiro jogo, contra a Bélgica no qual venceu por 4×1. A Eredivisie, surgiu 2 anos antes da seleção, em 1898 e tendo o RAP Amsterdam como primeiro campeão.

Seleção holandesa alinhada para o seu primeiro jogo

Mas pela baixa população e tamanho, a Holanda não era uma potência no esporte. Antes de 1974, a seleção havia jogado apenas 2 jogos em Copas, o primeiro em 1934, quando foi eliminada pela Suiça e outro na Copa seguinte em 1938, quando caiu para a Tchecoslováquia. Em 1938 a participação foi tão ruim, que a Oranje ficou 15° de 16° seleções, a frente apenas da Indonésia, a época Índias Orientais Neerlandesas. Ou seja ela ficou em último 2 vezes.

No cenário de clubes, Ajax, Feyenoord e PSV não eram páreo para os times Inglaterra, Espanha e Itália e com a invenção da Copa dos Campeões Europeus, isso ficou muito claro.

Nas primeiras edições do torneio continental, os times holandeses tomavam sacoladas para equipes como Rapid Wien e Vasas da Hungria. Até o meio dos anos 60, a melhor participação tinha sido a do Sparta Rotterdam que na temporada 1959/60 havia chego as quartas de finais e caiu para o Rangers da Escócia nos pênaltis.

Então algo milagroso aconteceu. Mas para isso vamos voltar a 1946.

A estreia de um jogador mediano

No dia 9 de junho de 1946, estreava pelo Ajax contra o ADO um atacante chamado Rinus Michels. Na verdade a estreia dele deveria ser pelo Lille, mas a Segunda Guerra fez com que Rinus fosse alistado no exército neerlandês e perdesse 6 anos de sua carreira. Mas o importante é que nesse dia em junho, ele estava lá e fez cinco dos oito gols do seu time.

Rinus quando jogador em 1954

Rinus jogou no Ajax até 1958, jogando 264 jogos e marcando 122 gols. Apenas cinco anos após o profissionalismo aparecer na Holanda, ele teve que se aposentar por que machucou as costas.

Jogou 5 jogos com a seleção, perdendo todos e não marcando nenhuma vez. Realmente parecia apenas um jogador comum de um país que a época era do terceiro escalão do futebol europeu.

Em 1965, porém, Rinus foi treinar o Ajax e como futebol é uma conversão de vários fatores, podemos dizer que ele teve o privilégio de ter no seu time Cruyff e Neeskens e em 5 anos, a Holanda foi alçada a força no futebol europeu. Entre 1969 e 1973, algum time holandês esteve na final da Liga dos Campeões com 1 derrota (Ajax para o Milan em 1968/69) e 4 vitórias. (Feyenoord em 1969/70 e Ajax nas três seguintes). E em 1974, a Holanda se classificava para a Copa do Mundo na Alemanha. Agora todos poderiam ver o futebol total.

Todos fazendo de tudo

No futebol, temos a básica concepção de que cada um tem a sua posição e nada mais. Rinus quebrou esse paradigma e com exceção do goleiro, todos os jogadores de linha faziam rodízio de posições. Numa época onde a marcação dava muitos espaços e o jogo não era rápido, a velocidade do Carrossel holandês era absurda e os gols saiam quase que naturalmente.

A Holanda em 1974, passeou contra potências do calibre de Uruguai, Argentina e Brasil. Apenas parando para os donos da casa na final.

Rinus deixou o cargo ao fim do certame, mas o legado continuou e a seleção ainda foi vice em 1978, também perdendo para os donos da casa, nesse caso a Argentina. Mas o legado holandês já estava feito.

ADN-ZB-Mittelstädt-16.7.74-wen-München: X. Fußball-Weltmeisterschaft- Endspiel BRD gegen Niederlande 2:1 am 7.7.74- Die Mannschaft der Niederlande vor Spielbeginn. Von rechts: Johannes Gruyff, Jan Jongbloed, Adrianus Haan, Robert Rensenbrink, Wilhelmus Rijsbergen, Johannes Rep, Wilhelmus Suurbier, Wilhelmus Jansen, Wilhelmus van Hanegem, Ruud Krol und Johannes Nesskens.

O retorno e o título

Em 1988, Michels voltou ao cargo de técnico da seleção nacional para a disputa da Euro. Contando com um time de jogadores espetaculares como Ruud Gullit, Koeman, Van Basten e Rikjaard. A Holanda bateu a União Soviética na final e conseguiu o que até hoje é o seu único titulo no futebol profissional.

Rikjaard levanta a taça da Euro 1988

Rinus nos deixou em 2005, mas o seu legado e trabalho serão eternos.

Roubo do juiz define empate no Morumbi

Em um jogo com uma arbitragem mal intencionada, São paulo consegue empate contra o Novorizontino

14.060 pessoas enfrentaram uma noite chuvosa no Morumbi, para ver o São Paulo ser impiedosamente assaltado pelo Sr. Flávio Roberto Ribeiro, um soprador de apito varzeano (com todo respeito a várzea) e de bem pouco caráter.

O São Paulo teve dois gols legítimos anulados por esse cidadão, 2 pênaltis claros não marcados, fora uma entrada duríssima sobre Bruno Alves em que o juiz só deu falta por conta do bandeira e mesmo assim não amarelou o zagueiro do Novorizontino.

Bruno Alves chegou no vestiário sem conseguir colocar o pé no chão devido a entrada dura que sofreu, apenas mais uma jogada em que o juiz nada deu

Mesmo o gol de empate do São Paulo, ele demora pelo menos uns 5 segundos para confirmar.

Para esse show de horrores da arbitragem, Fernando Diniz entrou assim: Volpi; Juanfran, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Tchê Tchê, Daniel Alves e Hernanes; Vitor Bueno, Pato e Pablo.

Roberto Fonseca levou além do juiz, esses atletas a campo: Oliveira; Felipe Rodrigues, Adriano, Edson Silva (sim, ele mesmo) e William Formiga; Adilson Goiano, Léo Baiano e Danielzinho; Cléo Silva, Capixaba e Jenison

O Jogo – Primeiro Tempo

Poupando sete jogadores para o duelo na Copa do Brasil contra o Figueirense em Novo Horizonte na quinta, o Novorizontino ainda invicto no campeonato, parecia preza fácil. E era, logo no primeiro minuto Pato fez 1×0. Porém, o que o São Paulo não contava era com a arma secreta do time vice campeão estadual de 1990. O juiz e seus asseclas auxiliares. Ele anulou o gol. Assim como aos 20, anularia outro gol por impedimento ainda mais bizarro do que no primeiro gol.

Fora isso, o cidadão que se diz árbitro ainda deixou de dar um recuo de bola e um pênalti claro em cima de Vitor Bueno.

No intervalo o 12° jogador do Novorizontino saiu dando risada.

No intervalo, esse bandido travestido de juiz, riu da cara dos jogadores e a da torcida do São Paulo

Segundo Tempo

Na segunda etapa, o que se viu foi mais do mesmo. Roubo e o São Paulo pressionando. Arboleda chutou, o zagueiro tirou com a mão e novamente o Sr. Flávio nada marcou.

O Novorizontino chegou ao gol em falha de Reinaldo que deixou uma avenida para Higor Silva marcar 1×0 para os visitantes.

O São Paulo partiu para o abafa e aos 40 minutos, Após cruzamento de Vitor Bueno, Brenner que tinha entrado no lugar de Juanfran, empatou e deu números finais a partido, que ficou amplamente ofuscada pela atuação criminosa da arbitragem.

Brenner desencanta e empata para o São Paulo

Resta saber se o São Paulo irá aceitar esse tipo de arbitragem, ou se vai brigar contra isso. E se a FPF vai manter esse senhor apitando, pois até um juiz de jogo de casados e solteiros apitaria melhor do que esse rapaz, que já prejudicou outros times no passado.

O São Paulo volta a campo, domingo no José Daniel contra o Santo André as 19h. Já o Novorizontino jogará pela Copa do Brasil, quinta contra o Figueirense no Ismael Biasi. Em um jogo onde o 4° árbitro será….Flávio Roberto Ribeiro

Com desfalques, Santos sucumbe em Itaquera

No primeiro clássico do futebol alvinegro na temporada 2020, Corinthians e Santos se enfrentaram na manhã desse domingo (02), na Arena Itaquera, zona leste da Capital Paulista. Com o elenco desfalcado e ainda testando algumas peças nesse começo de ano, o Santos não conseguiu se impor, e mesmo com um a mais durante quase todo o 2° tempo, não chegou a assustar o rival, que venceu o jogo por 2 a 0.

Timão vence Peixe sem dificuldades pela 4ª rodada do Paulistão 2020 (Foto: Danilo Fernandes / Meu Timão)

DOMÍNIO CORINTHIANO

Logo no primeiro minuto de jogo, Fagner cruza a bola pela direita e encontra Everaldo livre, que finalizou para o fundo da rede. A equipe santista sentiu o gol, e não conseguiu esboçar qualquer reação no decorrer do jogo. Já os corinthianos, seguiam desperdiçando boas oportunidades, que poderiam ter resultado em um placar ainda maior. Aos 10, novamente com Fagner pela direita, encontra Luan fora da área, mandou uma bomba, passando perto da meta santista. Aos 38, em outro bom cruzamento de Fagner, Sidcley ficou cara a cara com o gol, mas mandou para fora.

MESMO COM UM A MAIS, O GOL NÃO VEIO

Assim como no 1° tempo, o Corinthians não esperou para ampliar o marcador. Também no 1° minuto, Boselli lança para Janderson, que não desperdiçou e marcou o segundo gol para o alvinegro da capital. Contudo, parecia que o jogo poderia tomar outros rumores. Na hora da comemoração do gol, Janderson subiu as escadas que ligam o campo com a arquibancada para vibrar com os torcedores, e tomou o segundo amarelo no jogo, sendo expulso. Apesar desse que vos escreve achar uma regra lamentável, o Santos ficou com um a mais, e teria tempo para tentar buscar o resultado.

A primeira oportunidade santista aconteceu aos 7 minutos, em cobrança de escanteio, Luan Peres cabeceou para fora. Aos 11, Sasha encontra Raniel que chuta na entrada da área para a defesa de Cássio. O Corinthians ainda seguia assustando Everson, aos 28, Gabriel chuta na diagonal para defesa do goleiro santista, e no rebote Piton acerta a trave. Aos 38, o Santos até chegou a fazer o gol com Uribe de cabeça, mas o árbitro já assinalava falta do Sasha, lance que gerou revolta dos santistas, que alegavam que não ocorrera nada de anormal.

Santos até tentou reagir no 2° tempo, porém faltou um pouco de sorte e competência Foto: (Ivan Sorti / Santos FC)

E assim terminou mais uma partida preocupante do Santos, que não conseguiu convencer em nenhuma das 4 partidas que realizou nesse ano. Muito por conta das ausências de Soteldo, que hoje está servindo a seleção sub-23 da Venezuela no pré-olímpico, Sanchez que não esteve disponível para o jogo de hoje, e de Marinho que se lesionou na estreia do Paulista contra o Red Bull Bragantino. Mas também a grande questão é sobre o desempenho dos jogadores, que estão muito abaixo do esperado, e ainda o clube vai ter a disputa da libertadores logo mais, e se encontra em um grupo complicado.

Esperamos que com o elenco completo possamos tirar melhor as conclusões sobre o que o treinador português é possível de fazer, até lá é torcer para jogadores como Kaio Jorge, Sandry, e outras apostas possam suprir essas ausências, e quem sabe se tornarem peças para rotação do elenco ao longo do ano.

Com a derrota, o Peixe segue na liderança do grupo A com 7 pontos, podendo ser ultrapassado pela Ponte Preta logo mais, quando enfrentará a Inter de Limeira, fora de casa, e um empate basta para a Macaca assumir a primeira colocação. O próximo compromisso do Santos acontece na próxima segunda-feira (10), às 20 horas, contra o Botafogo de Ribeirão, na Vila Belmiro.

A volta da Série B2 – O futebol paulista agradece

Conselho técnico da Segunda Divisão 2020 – Foto: Assessoria do Grêmio Prudente

E na última quarta-feira (28), tivemos a realização do conselho técnico do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2020. Ao todo, tivemos 36 clubes confirmando sua participação no certame, com ênfase a volta do Mogi Mirim, que está de volta depois de 1 ano sem disputar qualquer competição, ao lado de Tanabi e Osasco FC. Devemos ter mais alguns clubes confirmando sua participação até o lançamento oficial da tabela da temporada.

Porém, o grande destaque para esse ano será a volta da quinta divisão para 2021, a antiga Série B2. Depois de 17 anos, o futebol paulista ganhará um novo degrau para aqueles que almejam chegar até a elite do futebol estadual. Em votação no local, 23 representantes votaram a favor da criação da divisão, enquanto outros 12 foram contra.

Desde que esse que vos escreve acompanha o futebol mais alternativo, sempre ouvi boatos anuais sobre a volta da divisão, contudo, sempre era algo muito raso. Porém, desde que a FPF resolveu “encolher” as Séries A1, A2 e A3 no ano de 2016, esses rumores começaram a tomar um pouco mais de força, isso porque a Segunda Divisão começou a ficar cada vez mais inchada, próximo de 40 participantes para disputarem por apenas 2 vagas de acesso. Tal situação forçou a mente de alguns diretores a sugerirem a Federação Paulista a criação de uma nova divisão, para desinchar o torneio e permitir uma flexibilidade maior na questão de acessos e descensos no futebol paulista.

A única coisa que sabemos é que na Segunda Divisão desse ano, os clubes que não se classificarem para a fase seguinte estará automaticamente na Série B2 da próxima temporada, enquanto os outros 14 classificados que não conseguirem o acesso e mais os dois rebaixados da Série A3 de 2020, se juntarão para formar a Série B1 de 2021.

30 de outubro de 2004 – Taboão da Serra 3 x 1 Itararé, último jogo da Série B2 até meados de 2021 (Foto: Jogos Perdidos)

Particularmente, sempre defendi a volta da Série B2, acho que o futebol paulista é o único no país que consegue ter estrutura para comportar cinco divisões, ou até mesmo seis como foram nos anos de 2001 a 2003. Porém, há algumas coisas que a Federação Paulista de Futebol deveria repensar para a competição, onde posso listar algumas delas logo abaixo:

Exigência de capacidade de estádio: Por muito tempo, a FPF exigiu capacidade mínima de 5 mil lugares para o clube disputar a Segunda Divisão, sendo que é quase difícil vermos alguém ter uma média de público próxima a esse número. E querer forçar algo desse tipo em uma quinta divisão é uma brincadeira de mal gosto. Eu acredito que a B2 deveria ser uma divisão semi profissional, sem limite de capacidade mínima. Ao ascender para a B1, pode exigir um mínimo de 2 mil lugares, A3 exige 4 mil, A2 exige 6 mil e A1 exigir mais ou menos 8 ou 10 mil lugares, acredito que seria o suficiente para cada divisão, e permitiria o clube se reestruturar conforme sobe de divisão. Para a disputa da B2, acredito que exigindo os laudos de segurança e reformas internas seria mais que suficiente, e ajudaria na volta de vários clubes pelo interior, que desejam retornar a atividade, mas por impasse da prefeitura ou não tem condições de expandir o estádio na situação atual, não podem disputar o campeonato.

Permitir o uso de jogadores acima dos 23 anos: Honestamente, não gosto dessa regra de torneio apenas permitir os clubes utilizarem apenas jogadores de até 23 anos, por mais que os próprios dirigentes desses clubes tenham votado a favor. Eu preferia como era até 2016: os clubes podendo usar até 3 jogadores acima da idade para compor o elenco, até poderia aumentar o limite para 5 jogadores. Acredito que seria muito bom para o elenco ter essa mescla de juventude com experiência.

Acredito que foi um avanço do futebol paulista em voltar a Série B2, o fato de estar separando os clubes que de fato almejam alguma coisa e pelo menos se manterem na B1, enquanto os times menos interessados vão descer mais um degrau, e se quiserem alguma coisa vão ter que repensar com mais calma. Há alguns aspectos que a FPF precisa rever com mais atenção, contudo, por finalmente sair do papel, é uma ótima notícia que promete agitar o futebol do interior paulista nos próximos anos.

A última edição da Série B2 aconteceu no ano de 2004, quando Taboão da Serra foi o campeão, Itararé vice, e São Vicente e SE Votuporanga (atual SEV/Hortolândia) subiram para a Série A3 de 2005. Nessa temporada, já estava acontecendo o processo de inchaço nas Séries A1, A2 e A3, para 20 times cada. Em breve teremos um especial sobre a história da Série B2.

São Paulo vira contra a Ferroviária em Araraquara e segue sem derrotas no Paulista

Ferrinha saiu na frente e contou com grande atuação de seu goleiro, mas tricolor garantiu a virada na Fonte Luminosa

Em mais uma das noites quentes que só o interior de São Paulo parece ser capaz de produzir, 10.940 pessoas foram a Fonte Luminosa em Araraquara para ver o time da casa enfrentar o São Paulo. O que elas viram foi um jogo movimentado e com o São Paulo criando até que bastante, mas parou muito na boa atuação do goleiro Saulo. Mesmo assim, o barbudo goleiro da Ferroviária, não conseguiu segurar dois gols do São Paulo, que deixa a Morada do Sol com 1 empate e 1 vitória no bolso.

O veterano técnico Sérgio Soares montou um 4-4-2 e levou assim a equipe da Ferroviária: Saulo; Lucas Mendes, Bruno Recife, Rayan e Carlão; Pablo, Tony, Claudinho e Felipe Ferreira; Felipe Mateus e Henan.

Já Fernando Diniz, fez apenas uma alteração em relação ao time de domingo contra o Palmeiras. Pato entrou no lugar de Helinho que ficará 2 meses fora, por conta de um entorse. o São Paulo por tanto, entrou assim: Tiago Volpi; Reinaldo, Juanfran, Arboleda e Bruno Alves; Tchê Tchê, Daniel Alves e Hernanes; Pato, Vitor Bueno e Pablo.

O jogo – 1° Tempo

A primeira etapa foi bem movimentada e logo no 1° minuto de partida a Ferroviária chegou com perigo em bola cruzada por Bruno Recife, mas a zaga são paulina cortou. Daí o São Paulo abusou do seu direito de perder gols e foi castigado. Primeiro, aos 4 Vitor Bueno fez uma bela inversão para Alexandre Pato que cortou a zaga e chutou para uma boa defesa de Saulo. Aos 20, Carlão vacilou e Pablo lhe roubou a bola, o centroavante, achou Pato que novamente perdeu o gol, dessa vez finalizando no travessão. Com 26, em escanteio cobrado na esquerda por Daniel Alves, Arboleda fez uma bela cabeçada, mas Saulo fez outra defesa e nesse momento, ele já era o nome do jogo.

O castigo veio pouco mais de 1 minuto depois. Claudinho recebeu bola cruzada na direita e após belíssimo drible em Reinaldo, ele cruzou rasteiro na área, depois de um bate rebate, a bola sobrou para Felipe Ferreira marcar. AFE 1×0.

Porém o São Paulo não se abateu e finalmente acertou o gol. 3 minutos depois, Hernanes fez bela jogada individual, driblou 2 jogadores da Ferroviária e bateu inapelável no canto esquerdo de Saulo. o São Paulo busca o empate. 1×1.

Jogadores comemoram o gol de empate

Pato ainda perderia mais um gol nos acréscimos da primeira etapa, chutando em cima do goleiro na pequena área

Segundo tempo

Logo no começo da etapa complementar, em escanteio cobrado por Hernanes na esquerda, Bruno Alves cabeceou, Saulo defendeu, porém sobrou rebote e a bola caiu no pé de Arboleda que fuzilou para o gol. 2×1 São Paulo.

Na comemoração, Arboleda fingiu tirar foto, dessa vez com a camisa certa

O jogo caiu um pouco de rendimento após a virada tricolor, com o São Paulo as vezes esperando a Ferroviária jogar, mas o time da casa não conseguiua criar grandes chances e apenas ambos os times ficaram criando chances estereis para o gol de ambos os goleiros. Mas aos 16, Saulo trabalhou novamente, quando Tony numa tentativa de chapéu perdeu a bola para Pablo que finalizou para a boa defesa do goleiro da Ferroviária.

A partir daí o jogo morreu e só ficou bom nos últimos minutos. Aos 42 num belo contra ataque, Everton passou para Pablo que finalizou meio desequilibrado na pequena área, mas Saulo fez sua última grande intervenção no jogo, defendendo com a perna. Nos acréscimos, aos 47, quase o empate da Ferrinha quando Igor chutou perigosamente perto da trave esquerda de Tiago Volpi, no que seria um golaço se a bola entrasse.

A Ferroviária volta a campo sábado, as 16h30 contra o Oeste, na Arena Barueri. Já o São Paulo, na segunda feira as 20h no Morumbi, enfrenta o Novorizontino.

Mundo Alternativo #2 – Esporte Clube Primavera

Ontem dia 27/01, um dos times mais tradicionais do interior paulista, completou 93 anos. Vamos conhecer sua história

*Colaborou Giovanni Romão para a pesquisa sobre a história do clube

No futebol brasileiro e principalmente no interior, completar 93 anos de história é uma tarefa árdua e quase hercúlea. Hoje, são pouquíssimas as cidades do interior que possuem um clube (visto dos que haviam até os anos 70/80).

Pessoalmente, esse que vos escreve tem uma feição pelo Primavera que começou no ano passado, quando comecei a frequentar Indaiatuba e fui ver alguns jogos do Fantasma da Ituana na Copinha. Foi uma experiência tão gostosa que passei a ir em alguns jogos como visitante deles na A3. Nunca tinha visto como era uma torcida de time do interior e descobri que é algo fascinante.

Eu (de óculos escuros) no jogo Primavera x Olímpia pela A3 de 2019

A história do Primavera

A cidade de Indaiatuba teve como seu primeiro representante o Sport Club Primavera, fundado em 1908, mas extinto no ano seguinte. O tempo foi passando e, na década de 1920, dois outros times começaram a se destacar: o Indaiatubano Futebol Clube, fundado em 1916, e o Corinthians Futebol Clube, fundado em 1918. Decidiu-se então, em 27 de janeiro de 1927, pela união das duas equipes, o surgimento do Esporte Clube Primavera, cujo nome homenageava o time que iniciou o futebol no município. Já as cores que ostenta – vermelho, preto e branco – são herança de seus antecessores.

O Esporte Clube Primavera, na sua jornada, conquistou, em 1944, o título de campeão amador da 15ª região; classificando-se, nesse mesmo ano, em quarto lugar na classificação pelo Campeonato Amador do Interior; foi campeão da 4ª Região. Em 1949, conquistou o título de campeão da série “Carlos Rolim”, sangrando-se também campeão da 4ª Região. Conquistou 193 troféus em sua trajetória esportiva.

A primeira participação do Fantasma da Ituana (como é conhecido o clube) em competições profissionais organizadas pela Federação Paulista de Futebol (FPF) foi em 1952, no Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Entretanto, sem conseguir manter uma seqüência, o clube disputou apenas outras duas vezes a Terceira Divisão, em 1954 e 1958, passando por um período de pouco menos de duas décadas sem competir profissionalmente, até 1975.

AE Laranjalense 2×3 Primavera

A retomada deu-se em 1976, no Campeonato Paulista da Segunda Divisão. No ano seguinte, a equipe chegou ao seu primeiro título e, consequentemente, conseguiu o acesso à Primeira Divisão, atual Série A3. Em 1982, o Primavera ficou muito próximo do acesso a Primeira Divisão do Campeonato Paulista, quando empatou os três jogos contra o Mogi Mirim na final do Grupo Branco, quando precisava apenas de uma vitória para poder avançar a fase final do certame. O Fantasma disputou a atual Série A2 até 1987, quando após uma nova reformulação nas divisões acabou voltando para a Terceira Divisão, em 1988.

Em 1989 e 1990, o clube teve mais uma pausa em seu futebol profissional, retornando em 1991, na Segunda Divisão. O Primavera permaneceu no torneio até 1993, quando o campeonato trocou de nome mais uma vez e o time passou a disputar a Série B1. Em 1995, em meio a uma das maiores crises financeiras de sua história, o Fantasma não abaixou a cabeça e se tornou campeão da Série B1-B. Porém, em 1996, a equipe se afastou mais uma vez das competições oficiais e no ano seguinte disputou a Série B1-B. Em 1998 voltou a se afastar do profissional pela última vez, quando retornou em 1999 para ficar ativo de vez até os dias de hoje.

No ano de 2001, o clube alcançou o título da Série B-2, conquistando o direito de participar do Campeonato Paulista da Série B-1 no ano seguinte. Dois anos mais tarde, o Primavera sagrou-se vice-campeão, alcançando o acesso à Série A3, competição que disputou nos três anos seguintes. Em 2004, o Fantasma ficou perto de voltar para a Série A2, se classificando para a fase final do campeonato, mas não conseguindo sucesso.

Após isso, o Tricolor Indaiatubano enfrentaria anos sofríveis pela frente: Em 2005 e 2006 escapou do rebaixamento no sufoco, mas em 2007 não escapou e acabou sendo rebaixado para a Segunda Divisão. Os dois anos seguintes foram considerados os piores da história, isso porque houve uma parceria com a Racing Santander, onde além de modificarem o escudo e cores do clube, resultaram em derrotas e goleadas sofridas no campeonato. Em 2010, após fim da parceria, o Primavera passou a caminhar com suas próprias pernas, e teve uma boa ressalva: A excelente campanha na Segunda Divisão quase rendeu o acesso de volta para a Série A3, impedido por crises interna.

Em 2013, novamente o Fantasma passou perto de voltar para a Série A3, sucubindo ao Tupã dentro de casa com um empate em 1 a 1. Mas em 2014, foi o ano da redenção Tricolor: Com uma campanha quase impecável o campeonato todo, o acesso foi conquistado apenas aos 50 minutos do 2° tempo contra o Grêmio Prudente. Em 2015, o Primavera fez uma boa campanha em sua volta a Série A3, o que quase lhe rendeu o acesso para a Série A2, e na sua primeira participação da Copa Paulista, o clube quase passou de fase, sendo eliminado pelo São Bento.

Em 2016, o voltou a ser rebaixado para a Segunda Divisão apenas 2 anos após seu retorno. Contudo, o calvário duraria apenas dois anos, em 2018 o clube retornaria a Série A3 com o título de campeão da Segunda Divisão, conquistado de forma histórica, após vitória de virada nos últimos minutos sobre o Comercial de Ribeirão Preto, em pleno Estádio Palma Travassos.

Primavera campeão da Série B do Paulista em um dos jogos mais espetaculares da história do time

Um amor de gerações

Nessas minhas andanças por Indaiatuba, conheci o Tiago. Também conhecido como Buda, ele é presidente da torcida Terror Fantasma e segue o Primavera. Tive algumas palavras dele para colocar aqui.

P:Eu queria saber de você, onde vem o amor pelo Primavera
R:O amor ao primavera vem de geração, não só eu mas como a maioria dos integrantes da TTF tem essa história para contar, no meu caso, vem do meu avô, torcedor reconhecido como “1 torcedor fanático pelo clube” onde desde pequeno eu ia acompanhar os jogos do primavera junto a ele.

P:Como e porque fundou a TTF?
R:A TTF foi fundada de um encontro dessas pessoas, que tem como marcar na sua história, como pais, avós, tios, que acompanhavam o primavera e resolveram trazer esse amor deixado de herança.

P:A cidade de Indaiatuba abraça o Primavera e vive versa?
R:Ainda estamos em uma passagem de aceitação da população de Indaiatuba com o primavera, podemos ter de exemplo a copinha, onde tem grande público mas as vezes esse público não sabe o real dia a dia do clube. Acredito que a cidade de Indaiatuba ainda não abraça o primavera, mas o primavera está de portas abertas para abraçar a verdadeira torcida de Indaiatuba.

Torcida Terror Fantasma (Facebook)

P:Como é estar com a TTF nos jogos?
R:É inexplicável, só quem está ali no dia a dia dos jogos para saber o real sentimento. Em algumas conversas, chegamos a algumas conclusões de como é fazer parte de uma torcida de um time de uma cidade do interior, na verdade é você ser reconhecido individualmente pela diferença que você faz no clube. Você é quem você é ali dentro e não apenas mais um torcedor, como podemos tirar exemplo de grandes clubes.

Vida longa ao Fantasma da Ituana!

Em clássico morno, São Paulo e Palmeiras não saem do zero

Com clássico logo na segunda rodada, dois times demonstram ainda não estar em forma

Debaixo de um tórrido calor típico do interior de São Paulo, 15.173 palmeirenses apareceram na Fonte Luminosa em Araraquara, para prestigiarem o primeiro clássico do ano.

Eles viram um jogo muito ruim, onde a falta de ritmo era tão latente, que a partida ficou parecendo um amistoso de pré temporada. O verdão jogou melhor no geral, criando as melhores chances, mas a trave 2x e Tiago Volpi pararam eles. O São Paulo teve uma grande chance com Daniel Alves, mas ele desperdiçou chutando em cima do Weverton.

Vanderlei Luxemburgo escalou o Palmeiras assim: Weverton; Victor Luis, Marcos Rocha, Gustavo Gomes e Felipe Melo; Gabriel Menino, Ramires e Lucas Lima; Dudu, Gabriel Veron e Luiz Adriano.

Já Fernando Diniz levou o São Paulo a campo com: Tiago Volpi; Reinaldo, Juanfran, Bruno Alves e Arboleda; Tchê Tchê, Daniel Alves e Hernanes; Helinho Vitor Bueno e Pablo.

Daniel Alves perdeu grande chance do São Paulo no jogo

O Jogo – Primeiro tempo

O São Paulo começou melhor, mas apenas rodando a bola e sem muita objetividade. Criou algumas poucas chances, mas depois dos 10 minutos, o Palmeiras começou a equilibrar as coisas. Tanto que a primeira chance do jogo, aconteceu quando Dudu ficou cara a cara com Tiago Volpi e o goleiro do tricolor fez a defesa, no rebote, Juanfran tirou o perigo da área.

A melhor chance do São Paulo no 1° tempo, aconteceu logo na sequência, quando Hernanes chutou perigosamente e a bola passou rente a trave de Weverton. Aos 32 minutos, Ramires com bastante oportunismo, cortou um passe de Helinho, chutou bem, mas a bola bateu na trave.

Segundo tempo

Aos 7 minutos da etapa complementar, Tiago Volpi fez um lançamento sensacional para Daniel Alves que cara a cara com o Weverton desperdiçou a grande chance do tricolor no jogo, chutando a bola em cima do porteiro palmeirense. Dois minutos depois, um fato extra-campo que abalou a todos. Já eram 17h05 mais ou menos pelo horário de Brasília, quando foi confirmada a morte do astro da NBA, Kobe Bryant. O helicóptero do astro que jogou pelo Los Angeles Lakers, caiu na California e não houveram sobreviventes.

Fato mais importante da tarde, foi a morte do Kobe Bryant

Voltando ao jogo, aos 16 minutos houve a última chance do jogo quando, Marcos Rocha cruzou e Luis Adriano cabeceou a bola no travessão. No rebote, Vitor Luiz chutou na entrada da área e Volpi fez bela defesa.

No mais, o cansaço e a falta de ritmo assolaram os times, que pouco produziram e o jogo ficou xoxo. Destaque positivo a Arboleda que mesmo sendo provocado pela torcida do Palmeiras fez um jogo seguro.

Arboleda fez jogou bem contra o Palmeiras

O verdão volta a campo quarta as 19h no Pacaembu contra o Oeste. No mesmo dia as 21h30, o São Paulo jogará contra a Ferroviária na mesma Fonte Luminosa em Araraquara.

Tricolor bate Água Santa na estreia do Paulista

Com gols de Pablo e Daniel Alves, São Paulo passa com facilidade sobre time de Diadema

Em uma noite fria e chuvosa, 18.493 torcedores apareceram para prestigiar a estreia de São Paulo e Água Santa nessa quarta no Morumbi.

Eles foram recompensados com uma vitória por 2×0 e que poderia ter sido maior, dada a quantidade de chances que o São Paulo perdeu no decorrer da partida.

O técnico Fernando Diniz, escalou o São Paulo no seu habitual 4-3-3 e levou esse time a campo: Thiago Volpi; Juanfran, Arboleda, Bruno Alves e Léo; Tchê Tchê, Daniel Alves e Hernanes; Helinho, Pablo e Vitor Bueno.

Já o treinador Fernando Marchiori do Água Santa, também formou um 4-3-3 e assim o fez: Thomazzela; Luis Ricardo, Andrés Robles, Walisson Maia e Jonathan; Wellington Reis, Pio e Robinho; Marquinho, Felipe Azevedo e Dinei.

O jogo – primeiro tempo

O São Paulo mostrou ao que veio logo aos 5 da etapa inicial, quando depois de um belo lançamento de Vitor Bueno, Pablo cortou o zagueiro e na entrada da área mandou no canto de Thomazzela, São Paulo 1×0.

Pablo faz o primeiro gol dele e do São paulo na temporada. (Foto: Rubens Chiri)

10 minutos depois, a única jogada de perigo da equipe de Diadema no jogo, onde Marquinho correndo pela ponta invadiu a área tricolor e chutou a queima roupa. Volpi fez um milagre, no rebote, novamente o atacante chutou e dessa vez a bola bateu no peito do porteiro são paulino. O São Paulo seguiu melhor, mas desperdiçando várias chances de gol, até que aos 40 minutos, Daniel Alves recebeu com bastante liberdade na intermediária do time do ABCD, correu por ela toda e ainda sem marcação, já na entrada da área tabelou com Vitor Bueno. A bola sobrou para o experiente lateral que no primeiro chute viu a bola bater no zagueiro, mas no segundo, mesmo com ela espirrando novamente na zaga, acabou no canto do goleiro. O São Paulo fazia 2×0

2° Tempo

Na segunda etapa, o tricolor pressionou bastante. Mas parou 2 vezes no goleiro Thomazzela. Uma com Daniel Alves e outra com Hernanes. O meia e também Helinho, ainda perderiam mais dois gols feitos, mas o placar ficou em 2×0 mesmo. Fernando Diniz pode mexer no time com relativa tranquilidade, colocando Pato no lugar de Helinho, Liziero no lugar de Hernanes e Brenner no lugar de Pablo. Não houveram lesões, o que mostra que a principio a preparação física está sendo bem feita.

O próximo jogo do São Paulo, será o Choque-Rei contra o Palmeiras em Ararquara, domingo as 16h. Já o Água Santa recebe o Novorizontino em Diadema, sábado as 15h.

Tudo sobre o Divisional Round, as semifinais de Conferência da NFL

Resultado de imagem para playoffs nfl

  Prezados leitores do blog, nesse final de semana que se encerrou presenciamos o Divisional Round da NFL, a fase onde os 2 melhores times de cada conferência entram em campo contra os 2 times classificados do Wild card, a fase preliminar da NFL, para muitos, o final de semana do round divisional é o melhor da temporada do futebol americano.

  Provenientes da fase anterior, Houston Texans, Tennessee Titans, na AFC, já na NFC, Minnesota Vikings e Seattle Seahawks foram os classificados; Tais classificações definiram os confrontos: Na Conferência Nacional, San Francisco 49ers x Minnesota Vikings além de Green Bay Packers x Seattle Seahawks, enquanto na Conferência Americana, Baltimore Ravens x Tennessee Titans e Kansas City Chiefs x Houston Texans fizeram os confrontos decisivos.

  Abaixo, um resumo sobre todos os confrontos, começando pelo duelo entre o Seed #1 da NFC contra o Seed #6, Niners e Vikings duelaram na Califórnia.

Defesa forte e jogo corrido sólido, os pontos chaves da vitória do 49ers

Resultado de imagem para san francisco 49ers x minnesota

  O Levi´s Stadium, em Santa Clara, foi o palco da primeira partida da rodada, os Vikings chegavam ao jogo com moral após derrotarem o temido New Orleans Saints fora de casa, enquanto o 49ers teve o direito a folga na primeira rodada.

  O jogo foi para o intervalo 14-10 para os mandantes, mas não refletia o que acontecia em campo, já que a dominância dos niners era muito maior do que a vantagem de 4 pontos que o placar sugeria, aliás, a única jogada explosiva dos visitantes foi o Touchdown de Steffon Diggs num passe de 41yds do Quarterback Kirk Cousins.

  O grande mérito de San Francisco na partida foi, no ponto de vista defensivo, ter parado o carro chefe ofensivo dos Vikings, o jogo corrido, um dos melhores Running Backs da NFL joga em Minnesota, Dalvin Cook, e o mesmo correu apenas para 18yds em 9 tentativas, o que, além de forçar o QB do time a passar mais vezes ainda impossibilitou o play action, situação onde Cousins se dá muito bem; Já no ponto de vista ofensivo, as chamadas inteligentes do gênio ofensivo Kyle Shanahan conseguiram parar o âmbito da forte defesa do Vikings, com o jogo terrestre engrenando bem, onde Tevin Coleman foi o destaque, as chamadas de play actions e passes bem distribuídos para todos os recebedores do time colocaram Jimmy Garoppolo em uma situação muito confortável na sua estréia em playoffs, o QB ainda teve frieza em terceiras descidas importantes e conduziu o time a vitória.

  San Francisco anotou mais 13 pontos no segundo tempo e limitou os adversários a mais nenhuma pontuação, vitória fácil dos mandantes por 27-10 e agora os 49ers irão sediar a final da Conferência Nacional.

Titans dominam os Ravens e surpreendem a liga

Resultado de imagem para titans ravens

  Até onde podem ir os Titans? Na noite de sábado foi a vez do M&T Bank Stadium receber o segundo jogo da rodada, dessa vez pela Conferência Americana, o badalado Baltimore Ravens recebia o Tennessee Titans que eliminou nada mais nada menos que Brady, Belichick e os atuais campeões Patriots, para se ter uma ideia nas casas de apostas de Las Vegas o Ravens era favorito por pelo menos 9 PONTOS.

  Pois bem, nada disso entrou em campo, nos 2 primeiros quartos a defesa de Baltimore até conseguiu segurar a principal chave do ataque dos Titans, Derrick Henry, o melhor Rb da NFL e o melhor jogador do time visitante foi contido por um tempo, mas mesmo assim o ataque do Titans pontuava, comandados por Ryan Tannehill, o ataque conseguiu algumas jogadas explosivas e o play action continuava funcionando mesmo sem grandes corridas de Henry, como no segundo TD anotado por Kalif Raymond numa bomba de 45yds, um touchdown maravilhoso.

  Do outro lado, o melhor time correndo com a bola na NFL sofria contra a boa defesa de Tennessee, o RB Mark Ingram estava longe de estar 100% fisicamente, e Lamar Jackson sofria com os drops de seus recebedores e com as inteligentes jogadas defensivas dos comandados do HC Mike Vrabel, Baltimore foi para o intervalo perdendo por 6-14, tendo seus pontos anotados em 2 Field Goals de Justin Tucker.

  No segundo tempo Henry acordou, conciliando isso ao cansaço eminente da defesa dos mandantes, os Titans mandaram no jogo, tendo anotado mais 2 TDs no terceiro quarto e literalmente acabando com qualquer chance dos corvos.

  O Jogo acabou 12-28 para os Titans, Lamar Jackson acabou o jogo com 365yds aéreas e 59 tentativas de passe, algo incomum para o MVP que tem como chave as corridas e menos passes tentados, e perdeu a sua segunda partida de playoffs na carreira em dois jogos, já Tennessee surpreende a todos como underdogs, focando seu jogo no melhor corredor da liga, que terminou com 195yds corridas em 30 tentativas e 1 PASSE pra TD, e também na sua defesa muito inteligente e bem treinada, o time agora vai a Kansas City com a confiança no alto, prontos para o mundo.

Em uma das viradas mais épicas da história, os Chiefs estão na final da AFC

  Faltando 10 minutos para acabar o segundo quarto o Houston Texans vencia por 24-0 o Kansas City Chiefs, os espectadores no Arrowhead Stadium estavam pasmos, não acreditavam no que estavam vendo, e nem imaginavam o que estava por vir…

  Na tarde desse domingo, os Chiefs receberam os Texans na partida que definiria o segundo time na final da AFC, e o jogo foi completamente insano.

  Houston começou com tudo, voando, Deshaun Watson comandou o time a 24 pontos até o segundo quarto, fazendo jogadas dinâmicas tanto por terra quanto pelo ar, tudo dava certo para os visitantes e errado para os mandantes, Patrick Mahomes e seus companheiros pareciam estar pasmos com o que estava acontecendo, os Texans pareciam que iriam ganhar de lavada, mas isso estava prestes a mudar, e só precisou de um estopim.

  Mecole Hardman, o WR e também retornador dos Chiefs conseguiu um retorno de Kickoff até o campo de ataque, logo depois de um field goal dos Texans em uma 4th&1 onde Bill O`Brien preferiu ser conservador mesmo com o ataque voando, pois bem, a partir disso tudo mudou. Em questão de minutos no mesmo segundo quarto o Kansas City já havia virado, Mahomes em mais um dia de super Mahomes comandou a reação, ajudado por Kelce, Hill e cia, o time conseguia boas posições de campo para começar as campanhas e anotava TDs, o que parecia ser uma vitória fácil de um dos times no começo do quarto, terminou o mesmo com uma virada digna de filme.

  Quem ficou desolado a partir daí foram os jogadores de Houston, enquanto isso Pat Mahomes desfilava em campo, e em pouco tempo o jogo ficou completamente na mão do time de Andy Reid, 41 pontos seguidos e vitória nas mãos.

  Ambos os times ainda pontuariam antes do término do jogo, chegando no final com o largo placar de 51-31 para KC, 82 pontos combinados e uma das maiores viradas da história da pós temporada, Patrick Mahomes terminou com 23/35, 321yds e 5TDs, 134,6 de Rating, partida sensacional do #15 que agora encara os Titans no mesmo Arrowhead Staium, já Deshaun Watson apesar da boa partida volta para casa, e os Texans já pensam em mudanças na comissão técnica para a próxima temporada.

No jogo mais equilibrado da rodada, Packers sofrem mas vencem os Seahawks

    No último jogo da rodada, neste domingo à noite o Seattle Seahawks foi ao congelante Lambeau Field confrontar o Green Bay Packers valendo a passagem para Santa Clara no próximo domingo, os dois times que tem história de confrontos em pós temporada se enfrentaram mais uma vez em um mês de janeiro, em um jogo que ficou marcado por chamadas discutíveis da arbitragem, que na opinião do autor todas seguiram os padrões e regras da NFL.

  Os Packers começaram com tudo, a energia da defesa e a dinâmica ofensiva colocaram o time na frente, com atuações boas dos 2 Aaron´s (Rodgers e Jones) e uma partida maravilhosa de Davante Adams, os Packers dominaram o primeiro tempo do jogo, limitando os Hawks a apenas 3 pontos, 21-3 no halftime.

  Porém, no segundo tempo, começou a magia do camisa 3 de Seattle, o QB Russell Willson, um dos principais candidatos a MVP durante a temporada regular esquentou no jogo, e carregou seu time a uma reação, além dele, o WR Tyler Lockett também apareceu bem e ajudou Wilson na busca pelo resultado, no segundo tempo os Hawks dominaram no tempo com a bola, pontuaram mais e chegaram perto do empate, tendo sofrido apenas um TD no segundo tempo inteiro.

  Mesmo assim, isso não foi suficiente, principalmente por conta das conversões de terceiras descidas chaves de Green Bay, Rodgers fazendo muito bem seu trabalho, o Packers ainda contou com um bom drive da sua defesa e recepções essenciais de Adams e Graham em seguida para sacramentar a vitória.

  Os cabeças de queijo deixam o frio de Wisconsin para ir para a quente Califórnia no próximo domingo na disputa pelo título da NFC, já o Seahawks volta para casa, mostrando mais uma vez que Wilson pode ser mágico, até mesmo sendo o melhor QB da NFL em muitos momentos, mas fica claro que ele precisa de um time melhor a sua volta.

  As finais de conferência estão decididas! Titans x Chiefs, domingo as 17:05 (horário de Brasília) no Arrowhead Stadium pela AFC, Packers x 49ers, domingo as 20:40 (horário de Brasília) no Levi´s Stadium, você pode acompanhar tudo na ESPN e o melhor resumo dos jogos você terá aqui, no blog Correio do Esporte, saudações e até a próxima!

Mundo Alternativo – Nacional Atlético Clube

Na primeira matéria sobre os torcedores dos times alternativos, fomos ao Nicolau Alayon para conhecer os torcedores de um dos clubes mais tradicionais de São Paulo

Ahhh a boa e velha Copinha. Só ela faz as pessoas irem aos estádios para verem jogos bastante interessantes. Hoje vamos falar sobre o pessoal que foram ver Nacional x Canaã da Bahia.

Nicolau Alayon recebeu um bom público hoje para ver Nacional x Canaã

Um breve histórico do Nacional

Podemos dizer que contar a história do Naça, como é conhecido, seria contar a história dos primórdios do futebol nacional.

Charles Müller era filho de um funcionário proeminente da São Paulo Railway, companhia britânica, que tinha fez a linha de trem que saia de Jundiaí e ia para Santos, passando por São Paulo. Se você é da capital paulista e pega a CPTM, pode acessar a malha ferroviária da SPR, pelas linhas 7 Rubi (Jundiaí – Luz/Brás) e 10 Turquesa (Brás – Rio Grande da Serra).

Em 1895, Müller organizou junto com funcionários britânicos da SPR e da Companhia de gás, o primeiro jogo de futebol no Brasil, no bairro do Brás. Em 1914, os funcionários da linha férrea, fundaram o seu time, que originalmente ficava em Santos, mas como a maior parte dos funcionários morava em São Paulo, em 1919 o time foi refundado e fica agora no bairro da Lapa, perto da onde ficava a garagem da companhia.

Em 1946, a SPR tem sua concessão encerrada pelo governo federal e é encampada, assim o São Paulo Railway Athletic Club, se torna Nacional Atlético Clube.

Tem como principais títulos, os campeonatos paulistas da A3, em 1994, 2000 e 2017, uma Bzinha em 2014 e duas copinhas: 1972 e 1988.

A evolução dos escudos nacionalinos

Vamos conhecer e ler os relatos de alguns dos torcedores desse time tão tradicional.

Seu Rhodolfo, amor que veio do avô

Ao lado da arquibancada coberta do estádio Nicolau Alayon (que parece te transportar aos estádios dos anos 30). Estava Seu Rhodolfo. Conversamos e ele expressou preocupação pelo fato do comércio local e os moradores da Lapa virarem as costas para o time.

Ele disse que conheceu o Nacional por quê morava próximo a estação da Lapa e que o avô jogava em um dos times da várzea lapeana e que muitas vezes vinha jogar no Nicolau Alayon. Somando ao fato do time ser da Lapa, bairro do coração de seu Rhodolfo, o amor foi quase a primeira vista.

Se vê triste pelo fato de haverem poucos patrocínios, mas não desanima e diz que o Nacional nunca vai acabar, mas que deveria haver uma comoção maior das pessoas e comerciantes do bairro para virem apoiar um time que segundo ele já fez muito pelo bairro.

Seu Rhodolfo

Perguntei a ele se na opinião dele uma parceria nos moldes RB/Bragantino seria benéfica ao Naça. Ele diz que seria bom, menos se a empresa mudasse os valores e distorcesse a história do clube.

Reynaldo Thomaz – paixão que passa por gerações no lugar 40

Sentado junto ao filho na arquibancada de cimento (que nos remonta a uma essência do futebol que há tempos não se vê mais no Brasil) de número 40 e vestido com um uniforme que remete ao tempo em que o Nacional se chamava SPR, estava o Reynaldo.

O amor pelo Naça, veio do pai. Que era ferroviário na antiga Sorocabana. Adotou e abraça muito o Nacional, indo até mesmo em jogos fora de casa como em Araraquara, Limeira, Indaiatuba e Santos. Quer e está conseguindo transmitir a paixão nacionalina para o filho, mesmo que a mãe torça para o maior rival, o Juventus da Mooca.

Ele ao contrário do Sr. Rhodolfo, já tem uma visão mais critica da direção do time, que segundo ele não tem como mudar e não deixa o clube mais aberto para que as pessoas possam conhece-lo. Por exemplo: Não há uma loja oficial de artigos do Nacional, o estádio onde já jogaram, Pelé, Pepe e também local onde Neymar jogou seu primeiro jogo é mal utilizado e que o clube é mal divulgado.

Em relação ao clube virar empresa, ele pensa que nos dias hoje infelizmente é uma solução que os clubes terão que adotar cedo ou tarde.

Demonstrou realmente bastante paixão pelo time, subindo no alambrado na hora dos gols nacionalinos e tendo um grande conhecimento da história do time. Fundou uma ‘organizada’ chamada família Fepasa, onde os membros são ele e o filho. Tem até bandeiras, tudo muito bonito e bem feito.

Nos dois gols do Naça, Reynaldo como qualquer torcedor apaixonado, foi ao alambrado

Essas foram histórias de pessoas que se importam e amam um time que para muitos até mesmo no bairro da Lapa não existe. Ele existe e é Nacional.

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora