Mundo Alternativo – Nacional Atlético Clube

Na primeira matéria sobre os torcedores dos times alternativos, fomos ao Nicolau Alayon para conhecer os torcedores de um dos clubes mais tradicionais de São Paulo

Ahhh a boa e velha Copinha. Só ela faz as pessoas irem aos estádios para verem jogos bastante interessantes. Hoje vamos falar sobre o pessoal que foram ver Nacional x Canaã da Bahia.

Nicolau Alayon recebeu um bom público hoje para ver Nacional x Canaã

Um breve histórico do Nacional

Podemos dizer que contar a história do Naça, como é conhecido, seria contar a história dos primórdios do futebol nacional.

Charles Müller era filho de um funcionário proeminente da São Paulo Railway, companhia britânica, que tinha fez a linha de trem que saia de Jundiaí e ia para Santos, passando por São Paulo. Se você é da capital paulista e pega a CPTM, pode acessar a malha ferroviária da SPR, pelas linhas 7 Rubi (Jundiaí – Luz/Brás) e 10 Turquesa (Brás – Rio Grande da Serra).

Em 1895, Müller organizou junto com funcionários britânicos da SPR e da Companhia de gás, o primeiro jogo de futebol no Brasil, no bairro do Brás. Em 1914, os funcionários da linha férrea, fundaram o seu time, que originalmente ficava em Santos, mas como a maior parte dos funcionários morava em São Paulo, em 1919 o time foi refundado e fica agora no bairro da Lapa, perto da onde ficava a garagem da companhia.

Em 1946, a SPR tem sua concessão encerrada pelo governo federal e é encampada, assim o São Paulo Railway Athletic Club, se torna Nacional Atlético Clube.

Tem como principais títulos, os campeonatos paulistas da A3, em 1994, 2000 e 2017, uma Bzinha em 2014 e duas copinhas: 1972 e 1988.

A evolução dos escudos nacionalinos

Vamos conhecer e ler os relatos de alguns dos torcedores desse time tão tradicional.

Seu Rhodolfo, amor que veio do avô

Ao lado da arquibancada coberta do estádio Nicolau Alayon (que parece te transportar aos estádios dos anos 30). Estava Seu Rhodolfo. Conversamos e ele expressou preocupação pelo fato do comércio local e os moradores da Lapa virarem as costas para o time.

Ele disse que conheceu o Nacional por quê morava próximo a estação da Lapa e que o avô jogava em um dos times da várzea lapeana e que muitas vezes vinha jogar no Nicolau Alayon. Somando ao fato do time ser da Lapa, bairro do coração de seu Rhodolfo, o amor foi quase a primeira vista.

Se vê triste pelo fato de haverem poucos patrocínios, mas não desanima e diz que o Nacional nunca vai acabar, mas que deveria haver uma comoção maior das pessoas e comerciantes do bairro para virem apoiar um time que segundo ele já fez muito pelo bairro.

Seu Rhodolfo

Perguntei a ele se na opinião dele uma parceria nos moldes RB/Bragantino seria benéfica ao Naça. Ele diz que seria bom, menos se a empresa mudasse os valores e distorcesse a história do clube.

Reynaldo Thomaz – paixão que passa por gerações no lugar 40

Sentado junto ao filho na arquibancada de cimento (que nos remonta a uma essência do futebol que há tempos não se vê mais no Brasil) de número 40 e vestido com um uniforme que remete ao tempo em que o Nacional se chamava SPR, estava o Reynaldo.

O amor pelo Naça, veio do pai. Que era ferroviário na antiga Sorocabana. Adotou e abraça muito o Nacional, indo até mesmo em jogos fora de casa como em Araraquara, Limeira, Indaiatuba e Santos. Quer e está conseguindo transmitir a paixão nacionalina para o filho, mesmo que a mãe torça para o maior rival, o Juventus da Mooca.

Ele ao contrário do Sr. Rhodolfo, já tem uma visão mais critica da direção do time, que segundo ele não tem como mudar e não deixa o clube mais aberto para que as pessoas possam conhece-lo. Por exemplo: Não há uma loja oficial de artigos do Nacional, o estádio onde já jogaram, Pelé, Pepe e também local onde Neymar jogou seu primeiro jogo é mal utilizado e que o clube é mal divulgado.

Em relação ao clube virar empresa, ele pensa que nos dias hoje infelizmente é uma solução que os clubes terão que adotar cedo ou tarde.

Demonstrou realmente bastante paixão pelo time, subindo no alambrado na hora dos gols nacionalinos e tendo um grande conhecimento da história do time. Fundou uma ‘organizada’ chamada família Fepasa, onde os membros são ele e o filho. Tem até bandeiras, tudo muito bonito e bem feito.

Nos dois gols do Naça, Reynaldo como qualquer torcedor apaixonado, foi ao alambrado

Essas foram histórias de pessoas que se importam e amam um time que para muitos até mesmo no bairro da Lapa não existe. Ele existe e é Nacional.

Publicado por Pedro Henrique

Meu nome é Pedro Henrique, também conhecido como grunge, vamos falar sobre muitos esportes aqui na pagína. Fiquem ligados!

Um comentário em “Mundo Alternativo – Nacional Atlético Clube

  1. Melhor matéria sobre o Nacional, fico muito feliz de ver esse trabalho, sou torcedor da Portuguesa, mas admiro e respeito muito o Naça, se não tivesse Nacional, não teria a minha Lusa e nenhum time, é o pai dos outros times, reverência ao Nacional! Esse jogo contra o Canaã eu estava lá no Canindé vendo a Lusa. Hahaha Mas estava acompanhando o placar do Nacional também.

    Curtido por 1 pessoa

Deixar mensagem para Derek Freitas Cancelar resposta

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora